“Sob o Céu da Família Alargada”
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Sob o céu dourado de Grinde,
onde o vento murmura nomes antigos,
ergue-se a árvore das memórias —
cada retrato, um ramo de ternura,
cada rosto, um fruto de saudade.
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O sol pousa nas mãos dos avós,
que folheiam o livro da vida
entre risos, canções e pão partilhado.
Ali, o tempo não se apaga,
apenas se transforma em abraço.
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E no alto do horizonte,
duas silhuetas caminham de mãos dadas —
lembrança dos que partiram dos nossos olhos,
mas não do coração.
Eles seguem, leves, na luz do entardecer,
guiando-nos com passos de eternidade.
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Família Alargada de Grinde,
teu nome é canto e raiz,
teu chão é festa e oração.
Em cada medalha, um gesto de amor;
em cada olhar, um reencontro.
Porque quem ama, nunca parte —
apenas muda de lugar no céu.

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